Visita de Bento XVI ao Chipre convence meios de comunicação  
Viagem supera as expectativas



As viagens de Bento XVI, incluída sua última visita apostólica, ao Chipre, entre 4 e 6 de junho, converteram-se em instrumentos para que seu magistério possa penetrar nos meios de comunicação.

Para os jornalistas, já não será possível pôr em dúvida sua posição e compromisso a favor da unidade entre os cristãos, do diálogo com o Islã, ou da paz e da reconciliação no cenário internacional, após a peregrinação apostólica internacional número 16 deste pontificado, continuação da realizada à Terra Santa no ano passado.

Os números falam por si. A missa a que o pontífice presidiu nesse domingo em Nicosia converteu-se em um dos encontros mais populares da história deste país, e o acontecimento mais importante da Igreja Católica no Chipre (participaram mais de 10 mil católicos).

O interesse da imprensa foi também evidente, e a entrega do “Documento de trabalho” (Instrumentum laboris) para a assembleia do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio aparecia na maioria das primeiras páginas dos jornais europeus na internet nesse domingo. A grande maioria dos artigos era de tom positivo.

O padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, constata como Bento XVI, com suas três últimas viagens – Malta, Portugal e Chipre –, mudou decididamente a percepção que se tinha criado nos meios de comunicação com a crise dos abusos sexuais.

“O que impressiona é que em algo mais de um mês e meio tivemos três viagens do Papa ao exterior, todas coroadas com um enorme êxito, a respeito dos objetivos que se podiam esperar”, explica o porta-voz vaticano.

Avanço ecumênico
Como reconhece Lombardi, o grande êxito da viagem ao Chipre foi ecumênico, em particular no avanço nas relações com a Igreja Ortodoxa, majoritária na ilha.

“O abraço da paz durante a missa de domingo, entre o Papa e Crisóstomos II, é o símbolo deste encontro que marca um passo mais no longo caminho do ecumenismo, com uma Igreja, a do Chipre, que apesar de ser numericamente pequena, é muito significativa no movimento ecumênico, sobretudo no âmbito ortodoxo, e muito rica de iniciativas”, afirma o padre Lombardi.

Giovanni Maria Vian, diretor de L'Osservatore Romano, é também categórico: “o alcance da viagem, em um país ortodoxo, é histórico, pela aproximação a uma autorizada e venerável Igreja irmã, que sob a guia do arcebispo Crisóstomos II comprometeu-se com decisão no caminho ecumênico”.

Fonte: Zenit